terça-feira, 11 de setembro de 2018

2º DIA DA I SEMANA PAULO FREIRE NA EFAV

E chegamos ao 2º dia da I Semana Paulo Freire na EFAV. Hoje, 11 de setembro, a mesa de discussão dialogou sobre o tema "Comunidades Tradicionais" que contou com a colaboração do Seu Valdemar (folião da Comunidade Gameleira), Seu Zé Pequeno (folião da Comunidade Monte Alegre) e Rafael Pereira (mestrando em Estudos Rurais). Além dos estudantes e a equipe de monitores, fizeram-se presentes os grupos de Folia da Gameleira, Monte Alegre e Galego.

 Rafael contou um pouco da história de Paulo Freire e, dentro disso, ele destacou a necessidade das pessoas dizerem as palavras que nascem de si mesmo e citou como exemplo, as palavras folia e fé. Ele disse que a folia é uma linguagem, é um processo em que os foliões acreditam e é inerente à vida. Rafael apresentou alguns elementos da sua pesquisa com comunidades pesqueiras, abordando as noções do "seco e do molhado", onde a água vai e onde a água não vai e isso cria toda a noção de espaço e tempo dos pescadores.
Seu Valdemar falou um pouco da história da folia da comunidade que existe a mais de 60 anos. Segundo ele, antigamente, "quando fazia aquele solão, a gente cantava a folia de Santo Reis e não demorava muito a chuva vinha". Ele chamou a atenção dos estudantes para a valorização das coisas e das oportunidades, pois no tempo em que era jovem, tudo era muito difícil.
Seu Valdemar contou para os estudantes as duas coisas que ele avalia como mais importantes na vida: "em primeiro lugar, os jovens e, em segundo lugar, a educação".
Seu Zé Pequeno conversou com os estudantes sobre as dificuldades de transmitir as tradições das folias e dos costumes antigos. Percebe-se que ele não culpa os jovens por essas interrupções, ele disse que existe todo um conjunto de fatores que contribui para isso e ressaltou a importância de resistência.
E a nossa manhã de atividades encerrou com chave de ouro, teve as apresentações das Folias da Gameleira, de Monte Alegre e do Galego. Cada grupo em seu estilo e ritmo abrilhantou a nossa escola com toda a riqueza cultural presente na folia e depois, animaram todos os estudantes que dançaram e divertiram com o Nove.












I SEMANA PAULO FREIRE NA EFAV

A Escola Família Agrícola de Veredinha está promovendo a I Semana Paulo Freire, as atividades iniciaram ontem, dia 10 e encerrarão no dia 14 de setembro.
O mês de setembro é de grande importância para as Escolas Famílias Agrícolas, pois além de ser o mês de nascimento do Educador Paulo Freire, representa também, um período propício para dialogar sobre a Educação do Campo, a Educação Contextualizada, a Pedagogia da Alternância, o legado de Paulo Freire dentre outros.
Do dia 10 até o dia 14, diferentes convidados e convidadas compartilharão seus conhecimentos e experiências educativas, sociais, políticas e culturais com os estudantes, pais, mães e a equipe de monitores.
Defende-se que por meio dessas trocas de ideias e reflexões críticas seja possível apropriar-se do conhecimento de forma mais diversa e enriquecedora.
Na fala de abertura, Giselle e Seu Zezim destacaram a importância de Paulo Freire para a construção da Educação do Campo e também, a relevância da semana para a EFAV. Desejaram boas vindas a todos e todas e destacaram que os estudantes aproveitassem ao máximo todos os momentos.
O estudante Vitor do 3º ano, agraciou o público com solos de viola caipira e depois, os monitores Neltinha e Paulo Henrique apresentaram uma mística sobre a vida de Paulo Freire.
 A primeira mesa teve como tema "Educação do Campo e Educação Popular" e os participantes foram André Rech (professor da UFVJM), Aline (professora da UFVJM), Clébson (mestrando em Estudos Rurais) e José Murilo (técnico do CAV).
O tom da conversa girou entorno da Pedagogia Crítica e o olhar crítico do Educador e dos Educandos para a História e a Realidade.
José Murilo chamou a atenção para o debate da Agroecologia e a amplitude desconhecida dos níveis de envenenamento da natureza e dos alimentos. Segundo ele, o Brasil expandiu sua área agrícola, mas aumentou em 700% o uso de veneno. Ele provocou os estudantes à busca constante do conhecimento e a responsabilidade da prática agroecológica.
Clebson ressaltou a energia diferenciada que pulsa na escola e dialogou sobre a valorização do conhecimento tradicional. Para ele, esse conhecimento traz sentido para a vida, "às vezes, a gente ri desses saberes e não para para refletir sobre eles e todos os ensinamentos que estão presentes ali". Ele destacou que é preciso participar da vida cotidiana da família na roça, como, por exemplo, buscar lenha e nisso aprender sobre as árvores, sobre os animais, ou seja, aprender os conhecimentos tradicionais que os pais adquiriram ao longo da vida.
Aline dialogou sobre a Educação, a Questão Agrária e a Juventude. Ela destacou o processo de resistência dentro da Universidade para estabelecer diálogos com a sociedade, com as comunidades, com as escolas. Numa pesquisa rápida, ela perguntou sobre quem tinha avós e pais que estudaram, perguntou também sobre quem tinha avós e pais que possuíam propriedade de terra e se os próprios estudantes tinham terra. Ela questionou que entre a geração dos avós é comum acontecer 'algo' que provoque a perca da terra, o que compromete a permanência no campo. Segundo ela, o acesso à terra e à educação são estruturais para a sociedade. Ela disse também que a maioria dos agricultores não possuem o mínimo de terra para viver no campo. Para ela, o Brasil avançou um pouco na Educação e regrediu nas políticas de acesso à terra.
André pontou a simplicidade e a humildade do Seu Zezim na fala inicial, que para ele, resume o sentido da Educação Humanizadora. Ele falou bastante sobre a crítica, "o crítico só se torna crítico quando faz reflexões e problematizações a respeito da sua realidade". "Sem o pensamento crítico acabamos sendo levados pelo movimento político que se contradiz em suas decisões e não quer o bem da sociedade". Chamou a atenção para a necessidade de um Projeto da Classe Trabalhadora que é mal representada politicamente. Ele discutiu a amplitude da palavra "comungar" - nela, você toma parte do aprendizado e o outro toma parte também e quem decide tomar parte ou não, é você. Para ele, a EFAV vive o suprassumo da humanização, o suprassumo de comungar a educação.
Após as contribuições da mesa, aconteceram algumas colocações dos estudantes e a mesa realizou suas considerações finais.
Na parte da tarde, os estudantes fizeram a sistematização das palavras-chave de tudo que haviam aprendido na parte da manhã. Aconteceu também a apresentação do trabalho final com mapas construído pelos estagiários da Geografia  da UFVJM, contendo informações de todas as comunidades dos estudantes da EFAV.
Até às 16:00 horas, os estudantes apresentaram os trabalhos dos Grupos de Estudo Pesquisa e Extensão, uma metodologia que instigou a elaboração de projetos e a realização de experimentos ao longo do ano letivo.
A Semana Paulo Freire na EFAV iniciou com  o pé direito, a diversidade de tudo que foi apresentado demonstrou que a escola está em movimento, que a escola é um espaço vivo, que pulsa conhecimentos que ganham vida, que ganham significados reais.

 










sábado, 14 de abril de 2018

GARANTINDO O DIREITO À EDUCAÇÃO DO CAMPO


Visita do parceiro Voz do Cerrado

No dia 05 de março de 2018 a EFAV recebeu a visita das parceiras Thaís dos Santos e Judith Reusser para uma roda de conversa realizada com a equipe da EFAV e membros da diretoria da ACODEFAV. 

A Voz do Cerrado é uma associação sem fins lucrativos em Berna, comprometida com o desenvolvimento sustentável da região do cerrado brasileiro. Trabalham com as organizações parceiras locais, CAV e EFAV, nas áreas de água, soberania alimentar, agroecologia, educação e economia solidária.

A Voz do Cerrado foi fundada em 2016 em Berna como uma associação sem fins lucrativos. Suas origens remontam a três anos de trabalho de Thaís dos Santos e Judith Reusser com E-Changer / Comundo nas organizações parceiras CAV e EFAV. A fim de manterem vivo o vínculo resultante entre a Suíça e o Cerrado, fundaram uma associação para apoiar a população rural.

A EFAV recebeu a colaboração da Voz do Cerrado para a construção de um alojamento que está em fase de conclusão.

Gratidão a este parceiro e ao grande empenho e amor dedicado a EFAV pela Thaís e Judith.

"A tarefa mais importante de uma pessoa que vem ao mundo é criar algo." Paulo Freire.











VISITA DA FETAEMG NA EFAV

No dia 20 de fevereiro de 2018, a EFAV recebeu a visita da FETAEMG - Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais ,  parceiro na luta pela educação do campo, da agroecologia, bem como do fortalecimento do movimento EFA.

Visitaram a EFAV, a assessora de educação do campo, Ellen Vieira Santos, o diretor do polo do Alto Jequitinhonha, José Antônio de Andrade e o articulador da Juventude Rural Mateus Ribeiro.

Houve uma explanação dos parceiros com os estudantes da sessão do 1º Ano I e 3º Ano, abordando e realizando reflexões a respeito da educação do campo, agroecologia e análise de conjuntura.

A EFAV recebeu da FETAEMG a doação de 05 computadores, o que será de suma importância para a melhoria pedagógica e de organização das aulas de informática ofertadas pela instituição.

A ACODEFAV - EFAV agradece imensamente ao empenho e dedicação deste grande parceiro e reitera votos de estima e consideração aos que se dedicaram para mais esta conquista, estendendo gratidão ao presidente da FETAEMG, Vilson Luiz da Silva.

GRATIDÃO!

"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade!" Raul Seixas.